"Já aconteceu de eu quase chorar por ter tropeçado na rua, por uma coisa à-toa. É que, dependendo da dor que você traz dentro, dá mesmo vontade de aproveitar a ocasião para sentar no fio da calçada e chorar como se tivéssemos sofrido uma fratura exposta."
Esqueci do uso da trema e me perdi nas perspectivas para o futuro incerto que flagela meus costumes austeros. Decidi abandoná-las em um botequim na calada da noite e fingir que para meus medos existem curas disponíveis nas vitrines por 1,99. Olhei pela janela e vi tanto que desatei em doces lágrimas e pus nos ouvidos umas cifras sobre amor. Chorei só, entretanto, pois poucos tem esse ar de poetisa que dá licença a profundidade dos olhos, muito além de córnea, esclera e íris. Deixei formar poça sob meus pés, evaporar, tornar lembrança, para que coubesse dentro de mim a leveza e grandeza da inspiração e, tão somente assim, eu pudesse escrever. Hoje eu guardo no bolso daquela jaqueta de couro a certeza de que esse mundo tolo e presunçoso não sabe admirar a verdadeira beleza que o preenche e cede ao uso de sua autoridade para encher salões de beleza e esvaziar bibliotecas. Hoje eu acordo com vontade de dormir para sempre sob os lençóis aquecidos, mas me levanto, preparo um café forte e saio em busca de pessoas que possam provar a existência da bondade. Então - ah, então, quando eu as encontro, recupero uma das lágrimas que tão tristemente deixei escorrer naquela noite de descobertas, e me refaço, me reconstruo. Hoje eu tenho quadros espalhados pela casa pintados com cores que eu não conheço, cartas de pessoas que nunca vi, passagens para lugares cheios de paisagens tipo cartão-postal e janelas, muitas janelas. É que o sofrimento é necessário para que as lições mantenham-se na memória, os poemas façam-se mais sentidos, as letras das músicas possam diferenciar-se e os aprendizes não precisem passar pelo massacre do mundo com tanta intensidade. Hoje eu sinto muito - em todos os sentidos -, e por sentir tanto, escrevo.
“Preocupe-se mais com a sua consciência do que com sua reputação. Porque sua consciência é o que você é,e a sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, é problema deles.” Bob Marley (s-m)
Larissa Guimarães, 18 anos, Timbó - sc.
Sou chata, boba e um pouco idiota também, depende do dia. Palhaça, irônica, sonhadora, exagerada, dramática, entre várias outras coisas. Amo escrever, e já dei início a alguns romances que por desleixo e também por perfeccionismo demais estão inacabados. Uma das minhas bandas favoritas é 30 seconds to mars, Simple Plan, Green Day, gosto também do Adam Lambert e por aí vai. Resolvi fazer um tumblr, porque sou uma pessoa que sente demais, e colocar esses sentimentos pra fora, foi a forma de não me sufocar.
Espero que gostem! Um beijo.
"Já aconteceu de eu quase chorar por ter tropeçado na rua, por uma coisa à-toa. É que, dependendo da dor que você traz dentro, dá mesmo vontade de aproveitar a ocasião para sentar no fio da calçada e chorar como se tivéssemos sofrido uma fratura exposta."
Esqueci do uso da trema e me perdi nas perspectivas para o futuro incerto que flagela meus costumes austeros. Decidi abandoná-las em um botequim na calada da noite e fingir que para meus medos existem curas disponíveis nas vitrines por 1,99. Olhei pela janela e vi tanto que desatei em doces lágrimas e pus nos ouvidos umas cifras sobre amor. Chorei só, entretanto, pois poucos tem esse ar de poetisa que dá licença a profundidade dos olhos, muito além de córnea, esclera e íris. Deixei formar poça sob meus pés, evaporar, tornar lembrança, para que coubesse dentro de mim a leveza e grandeza da inspiração e, tão somente assim, eu pudesse escrever. Hoje eu guardo no bolso daquela jaqueta de couro a certeza de que esse mundo tolo e presunçoso não sabe admirar a verdadeira beleza que o preenche e cede ao uso de sua autoridade para encher salões de beleza e esvaziar bibliotecas. Hoje eu acordo com vontade de dormir para sempre sob os lençóis aquecidos, mas me levanto, preparo um café forte e saio em busca de pessoas que possam provar a existência da bondade. Então - ah, então, quando eu as encontro, recupero uma das lágrimas que tão tristemente deixei escorrer naquela noite de descobertas, e me refaço, me reconstruo. Hoje eu tenho quadros espalhados pela casa pintados com cores que eu não conheço, cartas de pessoas que nunca vi, passagens para lugares cheios de paisagens tipo cartão-postal e janelas, muitas janelas. É que o sofrimento é necessário para que as lições mantenham-se na memória, os poemas façam-se mais sentidos, as letras das músicas possam diferenciar-se e os aprendizes não precisem passar pelo massacre do mundo com tanta intensidade. Hoje eu sinto muito - em todos os sentidos -, e por sentir tanto, escrevo.
“Preocupe-se mais com a sua consciência do que com sua reputação. Porque sua consciência é o que você é,e a sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, é problema deles.” Bob Marley (s-m)